Ageno

Ageno

A infraestrutura da economia agêntica

Agentes de inteligência artificial já procuram, comparam e compram em nome das pessoas. O Ageno prepara as lojas para atendê-los, pelos protocolos UCP e ACP, e dá a cada pessoa uma carteira que o agente usa dentro de limites que ela define.

O que é o Ageno ↓

O nome

O nome

Ageno nasce da ideia de agência.

Na psicologia, Stanley Milgram utilizou o conceito de estado agêntico para descrever o momento em que uma pessoa passa a atuar como agente de uma autoridade, transferindo a ela parte da responsabilidade pela decisão e concentrando-se na execução.

Décadas depois, a tecnologia introduz uma nova forma de agência.

Agentes de inteligência artificial começam a interpretar intenções, tomar decisões dentro de limites definidos, executar tarefas, realizar compras e interagir diretamente com sistemas financeiros e digitais.

É nesse ponto que surge o Ageno.

O nome representa uma nova camada entre intenção e execução. No Ageno, a pessoa continua sendo a origem da autoridade, mas pode delegar determinadas ações a agentes digitais sob regras explícitas de identidade, segurança, privacidade e limites financeiros.

Em vez de simplesmente entregar controle, o objetivo é criar delegação verificável.

Para lojas

Sua loja pronta para os agentes de compra

O Ageno é a ponte entre a loja e os canais de comércio agêntico. Ele lê o catálogo da loja, responde aos agentes no formato de cada protocolo e prepara o carrinho na própria loja. Quem compra termina no checkout dela, com o meio de pagamento que ela já usa.

UCP, ACP e AP2 são três coisas distintas: o UCP é o protocolo de comércio do Google; o ACP é um padrão concorrente, da OpenAI com a Stripe; e o AP2 é a camada de confiança do pagamento, integrada ao UCP como extensão opcional. UCP e ACP não são compatíveis entre si: atender os dois são dois adaptadores inteiros, e o Ageno faz essa ponte pela loja.

Como funciona

  1. O agente encontra a lojaPelo perfil UCP publicado no domínio dela ou pelo feed de produtos do ACP.
  2. Busca no catálogoO Ageno responde com o catálogo da loja, sincronizado.
  3. Monta o carrinho na lojaCom o preço, o estoque, a promoção e o frete que a própria loja calcula.
  4. Entrega o link de checkoutDe uso único e curta duração, para o checkout da loja.
  5. Quem compra paga na lojaNo checkout dela. A loja avisa o Ageno, e o pedido aparece no painel.

Para quem compra

Ageno Wallet — The Agentic Wallet

Não é uma carteira com um assistente pendurado: é um agente que tem carteira. Você pede, o agente encontra e monta a compra, e a carteira só autoriza o que cabe nas regras que você definiu.

Como funciona

  1. HumanoVocê determina o que pode ser feito.
  2. IntençãoO agente interpreta o que foi pedido.
  3. AgenteMonta a operação: loja, preço, total e destino.
  4. ValidaçãoA infraestrutura confere as regras, do zero, ignorando o que o modelo disse.
  5. ExecuçãoA carteira autoriza e assina — e só então o dinheiro se move.

Humano → intenção → agente → validação → execução

Autonomous by Design.

Ageno representa a evolução da ideia de agência para a era da inteligência artificial. Não uma máquina com autoridade irrestrita, mas uma infraestrutura em que agentes podem agir em nome de pessoas e organizações dentro de limites criptograficamente definidos.

Tecnologia

O que está no ar, o que está sendo construído e o que não dá para fazer hoje — separados, porque um sistema que vai guardar chave e autorizar pagamento não deveria precisar que você acredite nele.

Identidade

no ar
  • Google Sign In por Authorization Code com PKCE S256, inteiro no servidor
  • TOTP obrigatório (RFC 6238), com o passo gravado contra reapresentação
  • Ligação de conta só com prova de posse — nunca por e-mail coincidente
  • Códigos de recuperação de 128 bits em SHA-256, com tela para usá-los

Chave e identidade criptográfica

no ar
  • Custódia do Ageno: a frase BIP-39 é gerada e guardada cifrada no servidor, e é ele que assina
  • A saída é sua: as 12 palavras ficam visíveis e copiáveis em Configuração, a qualquer momento
  • Derivação BIP-32 para conta dona, chave de gasto, chave de visão e endereços de recebimento
  • Compatível com MetaMask e Ledger: a mesma frase abre a carteira lá fora
  • Endereço com soma de verificação EIP-55, testada em todas as posições

Segurança

no ar
  • Argon2id a 19 MiB, com os parâmetros dentro do próprio hash
  • Segredo do segundo fator cifrado em AES-GCM sob chave derivada por HKDF
  • Sessão em duas fases, com token trocado ao concluir o segundo fator
  • Limitador com incremento atômico, antes de qualquer trabalho caro
  • CSP sem script de terceiro, e auditoria que sobrevive ao que audita

Infraestrutura

no ar
  • Astro em SSR sobre Cloudflare Workers, na borda
  • D1 com migração versionada e teste contra SQLite real
  • PWA instalável, mobile first, com áreas seguras de iPhone

Stealth addresses

em construção

A matemática do ERC-5564 está implementada e testada aqui — quem paga gera, quem recebe descobre e consegue gastar. O que falta não é código nosso: é contraparte. O esquema só funciona se quem paga o implementar, e na Base isso praticamente não acontece: 638 anúncios em 26 meses, 83% vindos de dois endereços, e nenhum dos endereços gerados tem USDC.

  • ERC-5564 esquema 1 completo, com view tag e varredura medida em 0,88 ms por anúncio
  • Chave de visão que descobre e não gasta — pode ir para um indexador sem levar o dinheiro
  • Contratos canônicos implantados na Base e auditados pela Trail of Bits
  • Hoje o produto entrega rotação por índice: endereço novo a cada recebimento, sem sigilo criptográfico

Abstração de conta e gás

em construção
  • ERC-4337: o EntryPoint v0.6 a v0.9 está na Base, com milhares de UserOps numa janela de meia hora
  • EIP-7702: vivo e minerado na Base, com delegação recuperada da assinatura
  • Paymaster em ERC-20: o da Pimlico aceita USDC na Base, com 10,01% de sobretaxa medidos on-chain
  • Spend Permissions da Coinbase para o limite viver na blockchain, e não só no servidor

Comércio agêntico

em construção
  • Cliente UCP para descobrir merchants e montar checkout — a leitura já funciona de um Worker, sem chave
  • x402 para pagar recurso de API na hora, sob política
  • Voz em tempo real: o modelo propõe, o servidor reconstrói a operação do zero e assina
  • Nenhum parâmetro de transação vindo do modelo entra na conta

Saldo privado e Kohaku

indisponível hoje

Uma transferência de USDC na Base é um evento público: remetente, destinatário, valor e horário, indexáveis por qualquer um. Nenhuma das camadas abaixo muda isso hoje — e enquanto não mudar, esta interface não vai dizer que muda.

  • Kohaku: o repositório não tem uma linha de código para a Base. Os três plugins têm whitelist fechada de rede, os 68 releases são pré-lançamento e os pacotes se declaram não auditados. A extensão de referência, um fork da Ambire, só roda em Sepolia.
  • Privacy Pools: na Base há um único pool, de ETH, com 0,01 ETH dentro e cinco movimentos na vida inteira do contrato — os depósitos vieram do próprio deployer. Não há conjunto de anonimato para entrar.
  • Proof of Innocence e ASP: a lista de associação é permissionada, e o contrato exige a raiz mais recente — o operador pode revogar uma admissão já dada e invalidar prova que estava em voo.
  • Geração de prova ZK: não executa num Cloudflare Worker, que não permite Web Worker nem WASM baixado em tempo de execução. Quando houver, roda no dispositivo — nunca no servidor.
  • O adaptador está escrito e cabeado: o dia em que houver ChainConfig 8453, release fora de alpha e auditoria pública, muda um arquivo.